CERRO DA VILA

 

A villa romana do Cerro da Vila (Vilamoura, Algarve), estende-se por cerca de 12.400 m2: uma villa marítima de peristilo com extensas termas e um sector industrial importante, em relação com os produtos do mar. Um museu de sítio recolhe o melhor do material arqueológico encontrado na zona. Data do século I ao século XI d.C. A parte melhor conservada, com mosaicos geométricos policromos, é do século IV. Um mosaico a branco e negro com representações de fauna marinha é o único mosaico figurado da villa.

 

 

O mosaico do compartimento B1 de Cerro da Vila (Vilamoura)

 

 

Um mosaico com um esquema de estrelas de quatro pontas pretas em fundo branco e um meandro de suásticas de volta simples e quadrados na soleira. Na zona destruída da soleira podem ainda ver-se os vestígios de um mosaico mais antigo, a preto e branco, que comprova as remodelações que ocorreram na casa e que contemplaram a colocação de novos mosaicos. O mosaico das estrelas foi colocado no momento em que se fizeram obras de ampliação e renovação na casa, durante a primeira metade do século IV.

 

O mosaico do triclinium de Cerro da Vila (Vilamoura)

 

 

Embora muito destruído e de feição geométrica, é o mosaico com a paleta de cores mais variada (nove cores) e com a maior densidade de tesselato (cerca de 245 tesselas por dm2), sinais indicadores de qualidade.Desenhado com trança de dois cordões, o painel da haste do T apresentava uma composição à base de octógonos e quadrados. É nas províncias africanas, em particular na Maison du Triomphe de Neptune de Acholla, que encontramos os melhores paralelos para Cerro da Vila, tratados das mais diversas formas.

 

Os mosaicos da "Casa Pequena"

 

 

Na "casa pequena", podemos ver dois mosaicos com esquemas geométricos. O mosaico do pátio central (C3), à base de círculos determinando quatro folhas, está já bastante destruído. O segundo mosaico é constituído por dois painéis diferentes numa disposição típica do quarto de dormir - cubiculum. Tratam-se de dois padrões geométricos muito frequentes por todo o Império romano. Os pequenos elementos decorativos que podemos ver no painel do cubiculum são tirsos e constituem outro indicador da presença de oficinas do Norte de África em Cerro da Vila, pois são motivos típicos daquela parte do Império.

 

O mosaico figurativo de Cerro da Vila (Vilamoura)

 

 

O mosaico da zona VI é o único pavimento figurativo do sítio. Ilustra dois peixes, um bivalve; um polvo, um murex e um golfinho ameaçado por um tridente. As figuras são vistas de perfil, num estilo que recorda os mosaicos bicolores das termas de Óstia e de Roma. É um mosaico pobre comparando com os exemplares que se encontram em Milreu, mas demonstra uma ligação ao círculo artístico da capital - Roma - e a plena integração desta parte do Império nos hábitos e na cultura romana.

 

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