Écija, a Colonia Augusta Firma Astigi romana, era a capital de um dos quatro conventos jurídicos em que se dividia administrativamente a província romana da Baetica. Este extensíssimo território, centrado no vale do rio Genil – principal afluente do Guadalquivir – estendia-se, em boa parte, pelas actuais províncias espanholas de Sevilha, Córdova, Málaga, Granada e Jaén. Na época romana, o conventus Astigitanus era composto, pelo menos, por 17 cidades principais, segundo a enumeração de Plínio na sua Naturalis historia. Entre elas, outras colónias, como Augusta Gemela Tucci (Martos), Ucubi Claritas Iulia (Espejo) ou Genetiva Urbanorum Urso (Osuna) e povoações tão longínquas como Iliberris (Granada) ou Aurgi (Jaén). Trata-se de um território onde na época romana predominava a agricultura, de cereais e, sobretudo, de olivais. Uma multiplicidade de villae rústicas salpicavam o conventus, muitas delas pavimentadas com ricos mosaicos, como a villa da Fonte do Álamo (Puente Genil, Córdova).
Especialmente entre os séculos I d.C e meados do século III d.C a exportação em grande escala de azeite para todo o império favoreceu o desenvolvimento de poderosas oligarquias fundiárias e, por consequência, o grande auge da economia de Astigi e seu território.
Grandes extensões de terras dedicavam-se ao cultivo do olival e o fabrico de azeite das fazendas dos grandes latifundiários era envasado em ânforas oleárias fabricadas nas olarias das margens do rio Genil (Singilis). Era por este rio que se transportavam as ânforas até ao porto de Hispalis (Sevilha) onde era então feito o transbordo para navios anonários marítimos. A prosperidade da cidade e das oligarquias latifundiárias estava, pois, estreitamente ligada à manutenção do sistema de abastecimento imperial (a Annona): o elevado número de produção e a reputação da mais alta qualidade do azeite bético garantiam lucros elevados, o que possibilitava manter grandes obras de infra- -estruturas, construções e gastos sumptuários.