ALGARVE
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A actual região portuguesa do Algarve correspondia ao extremo sul da província romana da Lusitania que tinha o rio Guadiana como limite da província vizinha da Baetica. Já desde os tempos pré-romanos que a região está dotada de um conjunto de núcleos urbanos a que os escritores latinos, ou inscrições em moedas, fazem referência: Baesuris, Balsa, Ossonoba, Laccobriga, Ipses, Cilpes. Durante a época romana os dois núcleos urbanos que irão atingir grande desenvolvimento serão Balsa e Ossonoba. É nas áreas urbanas destas duas cidades romanas ou ainda nas vizinhas villae que se espalham pelas suas imediações que encontramos os mosaicos mais notáveis do Algarve. É o caso do mosaico do Oceano, de Ossonoba, ou dos mosaicos de Milreu, onde se destacam os temas marinhos. A exploração dos recursos do mar possibilita que nas regiões litorais se desenvolvam abundantes assentamentos romanos com casas ricamente decoradas com pavimentos de mosaicos. O Cerro da Vila é um desses locais relacionados com os produtos do mar e, tal como muitos outros sítios localizados no litoral algarvio, atingiu grande prosperidade económica. Todos estes sítios estavam ligados por uma via que corria paralela à inha de costa, apesar de boa parte das comunicações serem mais fiéis e baratas por mar. Seria por mar que se estabeleciam a maior parte das relações do Algarve (Lusitania) com a Andaluzia (Baetica), onde o porto de Cádiz funcionava como uma grande plataforma de apoio às economias das duas regiões.
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